Noguchi Hideyo caiu no braseiro da sala quando era um bebê. E ficou aleijado da mão esquerda. Seu polegar ficou grudado no pulso e os demais dedos na palma da mão.

Foi humilhado na Escola, onde o chamavam de Aleijado e Maneta. Sua mãe valente trabalhadora rural que sentia remorsos pelo acidente, jurou que faria dele um grande homem.

Um dia, Noguchi escreveu que queria soltar todos os dedos com uma faca, porque não conseguia nem apontar um lápis. Seu Professor ficou comovido e realizou uma campanha na comunidade, para fazer uma cirurgia nessa mão.

E assim foi. A mão nunca ficaria perfeita, mas permitiu que ele pegasse os objetos. Nesse dia, ele jurou que seria um médico para ajudar pessoas que sofriam como ele.

E Noguchi estudou, estudou graças ao empenho da mãe e de um Professor que o tomou sob sua proteção.

Mas ao clinicar, percebeu que os pacientes tinham aversão pela mão defeituosa e não se deixavam tocar…

Então, largou a Clínica e se dedicou à pesquisa.

E então, fez um monumental trabalho, separando as bactérias e os vírus que estavam matando populações inteiras na China, na Europa, no México, na Venezuela, na África. Nessa época estava trabalhando no Instituto Rockefeller Center nos Estados Unidos, que produzia as vacinas contra essas doenças.

Após quinze anos na América, voltou ao Japão para receber uma homenagem do Imperador. Durante toda a passagem no Japão, ele demonstrou seu amor pela mãe, fazendo-a participar de todas as homenagens. Seu amor filial comoveu a todos.

Por causa da peste bubônica, da sífilis, das cobras venenosas e da febre amarela, que estavam dizimando populações inteiras, foi requisitado para visitar vários países, para estudar os vírus e as bactérias.

Esteve no Brasil também. E há um busto dele numa Praça em Campinas, São Paulo.

Mas, o empenho em vencer a doença e a urgência de seu trabalho acabaram debilitando-o de vez. Quando estava na África estudando a mais terrível modalidade de febre amarela, ele adquiriu a doença e acabou falecendo a caminho de Nova York…

Foi enterrado lá como Benfeitor da Humanidade.

Noguchi Hideyo.

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